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Lisboa assombrada por Pessoa

Claire Xavier veio de Paris sucumbir ao mistério, que confessa atraí-la como um doce abismo, dessa "Lisboa revisited", assombrada pelo fantasma familiar do nosso Poeta, que, em cada esquina, acerta o passo pelo nosso e, às vezes, dir-se-ia mesmo que a respiração. E agora, mais do que nunca, serão verdade os versos últimos de um soneto do Fernando:

«Sinto que sou ninguém salvo uma sombra
De um vulto que não vejo e que me assombra,
E em nada existo como a treva fria.» (14.03.1917)

(Claire Xavier)

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