Um quarto num castelo – para uma dramaturgia da peça «A morte do Príncipe»

Luísa Monteiro

Resumo


O  trabalho de actor na construção da personagem “Príncipe” passa pela criação de um ser neutro-activo em situação de fuga de si mesmo, o mais longe possível do eu narcísico. Nestas viagens, o actor-poeta-dançarino despersonaliza-se e deixa para trás mais um pedaço de auto-reconhecimento. Através da estratégia andrógina, a unidade-plural resulta em absoluto e em voz única. Neste trabalho invoca-se Artaud e a necessidade de um teatro onde ocorra “a metafísica da linguagem articulada”, ou seja, “devolver-lhe as suas possibilidades de comoção física, [é] dividi-la e distribuí-la activamente no espaço […]”


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