Capturar-se a si próprio nos mais vastos círculos – a «Ode Marítima» e a experiência dionisíaca
Resumo
Partindo da caracterização nietzschiana da experiência dionisíaca como o capturar-se a si próprio nos mais vastos círculos, o presente artigo pretende efectuar uma análise da «Ode Marítima» de Álvaro de Campos. Com efeito, nos escritos de Pessoa encontramos inúmeras alusões ao conceito de dionisíaco. Assim, estabelecendo um confronto entre o pensamento de Nietzsche e a poética de Campos, pretendemos esclarecer em que sentido se poderá falar de experiência dionisíaca na «Ode Marítima».
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